Em 9 de abril de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão temporária de 90 dias das tarifas adicionais para a maioria dos parceiros comerciais dos EUA.

A tarifa geral foi reduzida para 10%, numa tentativa de aliviar tensões e abrir espaço para novas negociações bilaterais, segundo a Casa Branca.

No entanto, a China foi tratada de forma distinta: as tarifas sobre produtos chineses foram elevadas para 125%, destacando uma estratégia de confronto direto com Pequim. A decisão gerou impacto imediato nos mercados financeiros, com o índice S&P 500 subindo 7%.

A medida surge em meio a crescentes preocupações econômicas: sinais de recessão, queda na confiança dos investidores e pressões de líderes empresariais e economistas que alertaram sobre os riscos de um colapso no comércio global.

Embora o governo norte-americano tenha apresentado a decisão como parte de uma estratégia planejada, especialistas apontam mensagens contraditórias nos dias anteriores e incertezas sobre o futuro da política tarifária — incluindo possíveis novas tarifas sobre medicamentos e a manutenção da taxa base de 10%.

Para os exportadores europeus e latino-americanos, o cenário continua instável: a suspensão oferece uma pausa momentânea, mas exige atenção redobrada na gestão de contratos e nas estratégias de internacionalização.